Galeraaaa
mais um poeminha feliz que eu nem lembro quando fiz! (o riminha vagabunda)
Auto-Retrato
PARTE 1
Tudo está tão igual
Você, ao lado de um estranho
Sem culpa, sem razão
Eu: sem amor, sem coração
Qualquer espinho, qualquer pedra
Qualquer lembrança, qualquer motivo
Qualquer dinheiro, qualquer moeda
Qualquer coisa, sem sentido
Tudo parece terminar onde começa
Nessa corrida contra o tempo
Numa competição sem ganhadores
Nesse deserto, cercado de água
Do mesmo lábio, palavras diferentes
Do mesmo peito, sentimentos opostos
Seria a mesma mente?
Eu sei, eu sei, eu não sei mais nada
As fotos: rasgadas
O espelho: quebrado
As alternativas: razuradas
O tempo: esgotado
Por que o amor é a escolha certa?
Temos sempre que amar alguém?
Por que o destino sempre nos condena?
Tenho sempre que fingir estar bem?
PARTE 2
Perguntas, perguntas
E são vários os sonhos
Apenas imagens gravadas na mente
Como cicatrizes
E a falta que teu riso me faz
E a tua vontade de me fazer rir
E o teu olhar, e o teu jeito
Foi a tua escolha, o teu trejeito
Amor nascido entre os mortos
Dentre aqueles poucos que não o sentem
Dentre secos e molhados
Os bonzinhos são o que merecem
Mais um luar prateado,
Ilumina meu quarto mal-iluminado
Sob as estrelas do céu pouco estrelado
Sob um olhar penetrante e cansado
A voz ecoa, sozinha
O timbre soa, magnífico silêncio
Um épico de cólera
Um eco esplêndido
Sem tempo, sem rumo nem prumo
Sem espaço pra mais um verso
Mas são tantos os números
COM VOCÊ MEU MUNDO FICARIA COMPLETO.
-------------//-------------
É. Falta ainda a parte três e talvez a parte quatro, que ainda estou escrevendo. Depois, talvez eu transforme em música...
"E esta é uma canção de amor..."
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário